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A verdadeira Felicidade não é ser feliz o tempo todo


Se você está contente bata palmas Se você está contente bata palmas Se você está contente, quer mostrar Pra toda gente Se você está contente bata palmas


Ao longo das duas últimas décadas, o movimento de psicologia positiva alegrou a pesquisa clínica com estudos sobre a felicidade e o desenvolvimento do potencial humano sob o argumento que a saúde mental não deve apenas investigar doenças, mas também o que faz a vida valer a pena.


Martin Seligman, o fundador da psicologia positiva, descreve a felicidade como experimentar emoções positivas frequentemente como alegria, excitação, contentamento, combinadas com sentimentos intrínsecos de propósito e significado. Isso implica um estado mental positivo no presente e uma visão otimista do futuro. A felicidade não é um estado estável, imutável, mas flexível, que permite ser trabalhado.

Ninguém é feliz o tempo todo e esperar isso da vida causa frustração e sentimentos depressivos. Comparar sua felicidade à de outros em rede social também leva a sentimentos de vazio e desvalorização, comprometendo sua autoestima.

Sua flexibilidade psicológica é a chave para a felicidade e bem-estar: estar aberto a experiências emocionais e ter habilidade para tolerar períodos de desconforto nos possibilita caminhar em direção a uma existência de maior significado.

Os estudos mostram que a forma como respondemos às circunstâncias em nossas vidas tem mais influência na nossa felicidade que as circunstâncias propriamente ditas. Passar por momentos estressantes, de ansiedade e tristeza no curto prazo não quer dizer que não podemos ser felizes a longo prazo.


Filosoficamente existem dois caminhos para a felicidade: o hedonismo e o eudaimonismo. Os hedonistas entendem que para ser feliz devemos maximizar o prazer e evitar a dor. Essa visão se refere a satisfazer os apetites e desejos humanos, mas é um caminho de curta duração. Em contraste, o eudaimonismo é o caminho longo ao entender que devemos viver autenticamente e para o bem maior. Devemos buscar significado e potencial através da bondade, justiça, honestidade e coragem.

No hedonismo temos que continuamente buscar novos prazeres e experiências para “cobrir” nossos níveis de felicidade. Ao mesmo tempo tentamos minimizar os sentimentos desconfortáveis e dolorosos para manter nossa alegria.


No eudaimonismo buscamos significado usando nossa força para contribuir para algo maior que nós mesmos. Isso pode envolver experiências e emoções desagradáveis ocasionalmente, mas ao final chegamos a maiores níveis de felicidade e contentamento. Em conclusão, levar uma vida mais feliz não é evitar períodos difíceis, mas responder à adversidade de uma forma que nos leve a crescimento pessoal através da experiência.

Crescer com a adversidade


A pesquisa mostra que passar por adversidades na verdade é bom para nós, dependendo da forma como lidamos com elas. Tolerar o desconforto aumenta nossa resiliência e nos leva a agir: por exemplo, mudar de emprego ou passar pelo momento difícil e conquistar o que queria.


Diferentemente da alegria, um estado transitório, viver uma vida mais feliz é crescer individualmente e encontrar seu propósito. É aceitar nossa humanidade com seus altos e baixos, aproveitando as emoções positivas e coletando força através da dor para atingir todo seu potencial.


20 de março, Dia Mundial da Felicidade


Fonte:

Kashdan T. Psychological Flexibility as a Fundamental Aspect of Health. Clin Psychol Rev. 2010 Nov 1; 30(7): 865–878.

Lyubomirsky et al. Pursuing Happiness: The Architecture of Sustainable Change. Review of General Psychology, 9(2) (2005).

Leyro et al. Distress Tolerance and Psychopathological Symptoms and Disorders: A Review of the Empirical Literature among Adults. Psychol Bull. 2010 July ; 136(4): 576–600

Ryan & Deci. On happiness and human potentials: A review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annual Review of Psychology; Palo Alto Vol. 52, (2001): 141-66.

Peterson et al. ORIENTATIONS TO HAPPINESS AND LIFE SATISFACTION: THE FULL LIFE VERSUS THE EMPTY LIFE. Journal of Happiness Studies (2005) 6:25–41

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