Daryl Hanna - a sereia autista

Daryl Hanna foi a garota dos sonhos dos anos 80. Com diversos filmes famosos como “Splash - Uma Sereia em Minha Vida” e “Blade Runner - O Caçador de Andróides", a atriz é aberta a discutir como lida com a fama e a ansiedade: desde criança ela foi diagnosticada no espectro autista.


“Eu sempre fui um pouco estranha e introvertida quando criança. Eu era alta, magérrima, com um aspecto esquisito e não muito comunicativa. Todos na escola implicavam comigo porque eu era diferente - meu cabelo era branco e eu tinha nome de menino”.

“Minha timidez provavelmente era pior pela minha condição. Eu chegava em casa da escola e chorava até dormir. Desde pequena eu me balançava para me acalmar”.

As demandas da carreira de sucesso incomodavam a atriz: “Qualquer situação que envolva conhecer ou conversar com mais de poucas pessoas me assusta. Até hoje não lido bem em situações que envolvam multidões, eu perco o senso de mim mesma”.

A atriz foi diagnosticada como autismo limítrofe nos anos 60/70 quando sua mãe notou a timidez excessiva e as dificuldades sociais. Na época, a recomendação foi medicamentos e institucionalização, mas a mãe de Daryl se recusou a ficar sem a filha e a tirou da escola, deixando-a existir em seu mundo fantasioso. Foi quando Hanna descobriu que atuar providenciava um veículo para sua vívida imaginação. “Eu tinha 11 anos quando entendi que os filmes não eram algo que acontecia na realidade e alguém havia filmado. Quando descobri que era um emprego, eu passei a persegui-lo ativamente (...). Eu queria mudar e viver na terra de Oz e conhecer o homem de lata, o leão covarde e o espantalho. Literalmente. Não é que eu queria ser uma atriz, eu queria ser transportada para outras realidades”.

Com o sucesso de Splash - Uma Sereia em Minha Vida em 1984, aparecer no tapete vermelho e participar do ciclo de publicidade era aterrorizante. “Eu não queria ser difícil, é que essas situações realmente me assustavam”. Com o tempo, a atriz desenvolveu algumas estratégias de enfrentamento, mas eventualmente decidiu focar no ativismo ambiental do que em papéis de cinema.


A síndrome de Asperger - diagnóstico anterior da atriz, é um transtorno do espectro autista (TEA) caracterizado, entre outros, por dificuldades na interação social, comunicação não verbal e padrões repetitivos de interesse e comportamento.


1 visualização0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo